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Combater o assédio

assedio laboral

20170623CartaReivindicativaTrabalho por Turnos sintese 1

PETICAO PRECARIEDADE 250

Leis & Direitos

Direitos de parentalidade



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Obra de MUTES – (DES) CUBISMO CONTORNISMO O Culambismo

2019 – TEMPO DE AGIR

A COMISSÃO SINDICAL DO SIESI E A DIREÇÃO DESEJAM UM OPTIMO 2019, CHEIO DE LUTAS E CONQUISTAS.

O SIESI INFORMA:

GREVES – Os trabalhadores da Randstad estão de parabéns pela sua forte adesão à greve. Não fazemos greves só por fazer, a greve representa a perda de retribuição, mas é um investimento do trabalhador nas suas reivindicações, é o recurso que os trabalhadores decidiram quando não há respeito, respostas e evolução. Não temos contratos de colaboração, temos contratos de trabalho, existe uma relação de trabalho para ser respeitada. O nosso trabalho tem valor e somos nós que temos que exigir a sua valorização uma vez que a empresa não valoriza automaticamente. Não vamos mendigar, vamos lutar para conquistar. Cumprimos os nossos deveres e exercemos os nossos direitos. Exigimos respostas e discussão sobre as matérias reivindicativas. Na falta de resposta agimos. A adesão à greve dos trabalhadores Randstad reflete o seu grau de satisfação com a empresa. Os trabalhadores exigem respostas.

Esclarecimento – Os trabalhadores Randstad deliberaram com o SIESI, por meios idóneos, a realização de dias de greve por altura do Natal e Ano Novo, não se tratou de uma festa de Jingle Bells e foguetes, e sim de reivindicações justas que querem ver respeitadas pela Randstad.

 

Greve SNTCT 26 Dez `18 e 2 Jan `19 – O Sindicato SNTCT também deliberou um pré-aviso de greve, por meios idóneos, para os trabalhadores Randstad. Muitos trabalhadores reconheceram a legitimidade das reivindicações apresentadas e aderiram, exercendo o seu direito legal e constitucional. Acontece que a Randstad, erradamente, procurou que o direito não fosse reconhecido a alguns trabalhadores. Neste campo já interessa que sejamos EDP, NOS, VODAFONE, NESTLÉ, 360 IMPRIMIR, ACCENTURE, etc. Somos “Assistente Relacionamento Cliente” mas a nossa relação é Randstad, a Randstad determina onde e a quem prestamos essa assistência, servimos para toda a obra relacional. O SIESI procurou contactar a empresa para estabelecer um diálogo nesta matéria de direito. O direito de exercício desta greve estendia-se a todos os trabalhadores Randstad, não fazendo qualquer sentido a procura de ilegitimar o direito ao considerar os dias como falta injustificada, na procura de prejudicar o trabalhador com o desconto de três dias (ao abrigo do Artº256 do CT) e o prémio. Face à dificuldade de estabelecer um contacto com a Randstad o SIESI não teve outra alternativa senão solicitar uma reunião de caracter urgente à DGERT (Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) para gestão do conflito. A reunião realizada no passado dia 17 de Janeiro de 2019 estabeleceu compromissos que se viram agora cumpridos, provando que o diálogo é sempre a melhor solução. A Randstad reconheceu o direito dos trabalhadores, evitando assim um conflito maior que poderia vir a tomar proporções desnecessárias e agravar a insatisfação crescente dos seus trabalhadores.

BASTA de EXPLORAÇÂO! NÃO ACEITAMOS MAIS “PORCARIEDADE”!

Os motivos foram claros:

O que é que mudou?

(comunicado de 2017)

“Esta foi uma demonstração clara da enorme satisfação dos trabalhadores da Randstad nos Callcenters EDP. Não querendo ser sarcásticos, aderimos porque estamos super, híper, mega satisfeitos com as condições salariais atualmente praticadas e com as condições de trabalho (a convivência com pulgas, ácaros e baratas, nada contra os insetos e bicheza mas dispensamos no local de trabalho, a Randstad que os ponha a trabalhar noutro local, a falta de limpeza, a falta de ergonomia adequada do posto de trabalho a cada trabalhador mediante a sua estatura individual, o material de trabalho é do melhor que há, adoramos os headsets vanguardistas com as capinhas desgastadas e roídas pelo uso, tipo calças de ganga rotas, mas somos mais exigentes, dava jeito umas coisitas melhores, etc.

A sério Randstad? Cumprir deveres não é só contratar e pôr a trabalhar.”

Quem fala da EDP fala de todos. Os problemas são transversais a várias operações e continuam. E quer a empresa que os trabalhadores assinem uma Declaração de “Termo e Responsabilidade” dos Headsets que muitas vezes já vem de segunda, terceira, quarta mão ou mais, a querer responsabilizar o trabalhador até mesmo por danos causados por terceiros e a autorizar o desconto de valores patrimoniais no seu salário por indemnização dos danos. NÃO ASSINES! Informamos, desde já, os trabalhadores a não assinar tal documento, ou outros que não visam nada mais senão prejudicar e imputar responsabilidades que não devemos assumir. Contratualmente o trabalhador já assumiu zelar pela conservação dos materiais e bens. O trabalhador responde por si e não por terceiros. Entendemos que tal documento tenciona imputar ao trabalhador responsabilidades assumidas que poderão de outro modo não ser da sua responsabilidade.

OS DESENVOLVIMENTOS – violação gera reação

A sindicalização e o voto de confiança dos trabalhadores no SIESI é crescente, a consciência dos trabalhadores continua a crescer e a evoluir. Este é um sinal claro da necessidade que os trabalhadores sentem em unir-se e exercer os seus direitos. Sabemos bem que os direitos não nos foram dados, foram conquistados, são para ser exercidos e respeitados. Muitos trabalhadores são alvo de violação dos seus direitos na empresa. Muitos trabalhadores são alvo de ASSÉDIO. O desrespeito pelo exercício e garantia dos seus direitos nos locais de trabalho é uma prática de pouca ética e moral, é discriminatório, tem como objetivo perturbar, constranger, afetar a dignidade das pessoas, intimidar, hostilizar, degradar, humilhar e desestabilizar, e a isto chama-se ASSÈDIO. Vamos chorar ou agir? AGIR! E uma das formas de reação é a união e ação, o exercício dos nossos direitos.

No passado dia 28 de Novembro de 2018 os trabalhadores Randstad em prestação de serviços à 360 Imprimir viram o exercício dos seus direitos de reunião violados. A empresa proibiu a realização do plenário de trabalhadores no local de trabalho. A Comissão Sindical do SIESI cumpriu os requisitos legais de informação à empresa e aos trabalhadores mas a proibição foi exercida. Nunca pensaram que os trabalhadores reagissem, esperavam que os trabalhadores se deixassem intimidar com ameaças de descontos no salário e nas “cenouras ou caramelos”, mas a verdade é que estes trabalhadores tiveram consciência dos seus direitos, e a indignação desta violação fez a indignação crescer, e a vontade de exercer direitos crescer ainda mais. O plenário foi realizado na rua com grande participação. Daí saiu um abaixo-assinado enviado à empresa. Acabou. Não aceitarão mais assédio, não aceitarão mais a violação dos seus direitos. Quanto mais tentarem oprimir, mais irão reagir e lutar.

O FUTURO

A Comissão Sindical do SIESI tudo tem feito para defender aqueles que representa, os trabalhadores, e continuará a fazê-lo. Honramos os nossos compromissos, defendemos e lutamos. O sindicato são os trabalhadores, somos todos nós. Contactem com os vossos Delegados Sindicais e o vosso Sindicato. Não hesitem em fazer chegar as vossas reivindicações, opiniões e questões. A sindicalização é a garantia da tua defesa.

Haverá nova reunião SIESI e Randstad na DGERT para continuar a discussão de matérias pendentes. Queremos e exigimos respostas.

Junto da ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho) continuaremos a exigir que cumpram o que lhes compete, a ação inspetiva nos locais de trabalho.

Os representantes da SST (Segurança e Saúde no Trabalho) continuam a agir sobre os casos nos locais de trabalho, não hesitem em procurar a ajuda deles no que respeita às condições de segurança e saúde nos locais de trabalho.

Brevemente voltaremos a dar informação.

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Pedras no caminho? Construímos caminhos para trilhar mais longe.

A Comissão Sindical do SIESI – 25 de Janeiro 2019

POR TI, POR MIM, POR NÓS - JUNTOS SOMOS MAIS FORTES